quinta-feira, dezembro 14, 2006

Do Imbuzeiro Nordestino ao MC Lanche Feliz

Sinto-me diferente. Sinto-me anormal. Sinto-me especial.
Sim, o capitalismo faz você se sentir diferente, anormal, especial. Reprimido, confinado. Afinal, seguimos o padrão da moda e da imprensa. Você é o que você compra. Trocamos o ser pelo ter. E se alguém ainda pensa que prefere o amor que o dinheiro. Está salvo!

Somente os de coração puro estarão libertos do capitalismo. "Liberdade" esta que o capitalismo afirma existir. Um paraíso. Sim! Este paraíso existe, mas é muito caro; fora do alcance dos padrões comuns e mundiais de existência.

Existência que por sua vez era garantida pelo Imbuzeiro Nordestino. Na época em que a vida perfeita se assemelhava a dos índios este servia de alimento para os homens e para os animais. Animais estes que foram imbutidos no capitalismo, como forma de troca por um papel que é capaz de mover montanhas, índios, animais e homens. Papel este que o homem inventou para castigá-lo. Ser escravo de um simples papel, de grande valor.

Somente os de coração puro estarão libertos do capitalismo.

O papel pode comprar a existência, uma versão compacta e fast (rápida) do Imbuzeiro Nordestino. O MC Lanche Feliz; não se assemelha a vida dos índios, não alimenta os animais. Mas alimenta o que de pior o ser humano possui. O capitalismo.

"Se o dinheiro está convosco! Quem serás contra vós?"

O ser humano não tem explicação. É tão complexo que chega a ser medíocre. É tão complexo que é impossível resumi-los a palavras. Seus atos, suas idéias.

Impossível...